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ANAC interdita aeronave que operava serviço irregular

Operação ocorreu após denúncia anônima recebida em um dos canais de atendimento ao cidadão.

 

Durante o evento “Brasil mostra Brasil”, realizado no final de semana (28 e 29/07), em João Pessoa, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) interditou helicóptero com registro privado sob suspeita de ser utilizado na oferta de serviço de táxi-aéreo irregular, também conhecido na aviação como TACA – Táxi-Aéreo Clandestino.

 

A operação foi realizada após denúncia anônima recebida pela Agência de que os organizadores do evento estavam ofertando o serviço para os consumidores que realizassem compras acima de R$ 150 no local do evento. Além da interdição da aeronave, o piloto que realizaria os voos panorâmicos teve suas habilitações suspensas cautelarmente. O dono do helicóptero e o piloto prestarão esclarecimentos à ANAC.

 

Para dar seguimento à denúncia recebida, a Agência instaura processo administrativo para apurar os possíveis descumprimentos cometidos às normas de aviação civil. Após a conclusão da investigação, e de acordo com os resultados obtidos, o operador e o piloto da aeronave poderão sofrer sanções administrativas como a cassação da habilitação, no caso do piloto, e do certificado em relação à aeronave.

 

Se necessário, a ocorrência poderá, ainda, ser enviada ao Ministério Público e à Polícia Federal para que sejam tomadas medidas no âmbito criminal.

 

Operações contra TACA

As ações fiscalizatórias da Agência para combater a prática do táxi-aéreo irregular no país foram intensificadas a partir de junho deste ano com a implementação da campanha “Voe seguro, não use táxi-aéreo clandestino”, realizada em conjunto entre a ANAC e o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPA).

 

O objetivo da campanha é conscientizar os usuários sobre os riscos de contratar um serviço irregular de táxi-aéreo, tendo em vista o não cumprimento de uma série de requisitos pelo operador desse tipo de transporte.

 

ANAC na LABACE

Em decorrência dos resultados alcançados, a Agência foi convidada a palestrar na LABACE — maior feira de aviação executiva do país — sobre o trabalho de combate ao transporte aéreo irregular. A ANAC aproveitará a oportunidade para reforçar ao usuário do serviço sobre a importância de se contratar uma empresa devidamente cadastrada para a prestação do serviço de táxi-aéreo. Será a primeira palestra da Agência sobre o tema na LABACE.

 

FONTE: ANAC

Quarta edição da Semana Safety será realizada em Goiânia

Evento ocorrerá entre os dias 21 e 24 de agosto. Inscrições podem ser feitas até dia 15.

 

A quarta edição da Semana Safety será realizada em Goiânia (GO), de 21 a 24 de agosto. O evento, que ocorrerá no Auditório da Faculdade de Tecnologia SENAI Ítalo Bologna (Rua  Armogaste José da Silveira, 612 - St. Centro Oeste), tem como objetivo servir de fórum para debate de assuntos relacionados a safety, auxiliando na promoção da segurança na aviação civil brasileira.

 

A edição de Goiânia será realizada durante quatro dias e contará com palestras e painéis apresentados por representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), dos Serviços Regionais de Investigação e Prevenção de Acidentes (SERIPA), do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), da Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves (AOPA) e da Embraer.

 

O primeiro dia (21/8) tem como público-alvo gestores responsáveis, executivos responsáveis, gestores, gerentes e diretores de segurança operacional, alunos e profissionais de escolas de aviação e aeroclubes e demais profissionais envolvidos com a segurança operacional na aviação geral, agrícola, de serviços aéreos especializados e de Segurança Pública. A programação do dia inclui discussões sobre as melhores práticas de implementação dos Sistemas de Gerenciamento da Segurança Operacional (SGSO) e ocorrências aeronáuticas na região, entre outros.

 

No dia 22, o evento terá como foco Aeronavegabilidade, sendo voltado a operadores 135 e organizações de manutenção. Entre os assuntos que serão abordados estão a apresentação do AEV Eletrônico, de ferramentas especiais e de equivalência, a inclusão em EO e itens de inspeção obrigatória, além de SGSO para todos. O dia 23/8 será dedicado à aviação geral, tendo como público-alvo operadores da aviação geral e operadores de táxi-aéreo. No último dia (24/8), serão abordados temas referentes à infraestrutura aeroportuária, dentre eles, alterações normativas aplicadas, inspeções de segurança e operações aeroportuárias.

 

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 15 de agosto, pelo Portal de Capacitação da ANAC (clique no link para acessar). Os interessados podem se inscrever para os dias e palestras que tiverem interesse.

 

Confira a programação completa da Quarta Semana Safety (clique no link para acessar).

 

Semana Safety

A Semana Safety foi criada com o objetivo de consolidar, em um único evento, as ações voltadas à segurança operacional. A primeira edição do evento foi realizada em Curitiba, entre os dias 22 e 24 de maio, e reuniu mais de 100 participantes. Em junho foi a vez de São Paulo (SP) receber o evento nos dias 20 e 21. A terceira edição da Semana Safety ocorreu em Manaus, de 24 a 26 de julho.

Confira o calendário com as datas e locais das próximas edições*:

 

Agosto: 21 a 24/8 - Porto Alegre

Outubro: 23 e 24/10 - Salvador

Novembro: 27 a 29/11 - Goiânia

 

*Datas sujeitas a alteração

 

Semana Safety - Goiânia

Data: 21, 22, 23 e 24 de agosto de 2018

Horário: das 8h às 17h (de 21 a 23/8) e das 8h às 13h (dia 24/8) – credenciamento a partir das 8h

Local: Auditório da Faculdade de Tecnologia SENAI Ítalo Bologna – Rua  Armogaste José da Silveira, 612 - St. Centro Oeste, Goiânia – GO

Inscrição: até 15/8/2018, pelo Portal de Capacitação da ANAC (clique no link para acessar).

 

FONTE: ANAC

QUANTO CUSTA UM VOO RJ-SP DE JATINHO?

Inspirados em gansos, projetistas de aeronave movida a energia solar planejam voo infinito

A Luminati Aerospace espera voar com quatro aeronaves por tempo indeterminado na estratosfera.

 

O sonho de voo sem consumo de combustível fóssil pode se tornar realidade e baseado em dois conceitos já existentes, energia solar e vórtices em voo. A Luminati Aerospace anunciou que sua aeronave Sustrata, alimentada por energia solar, poderá permanecer na estratosfera infinitamente, por meio de um sistema automático de busca de vórtices.

 

Segundo a empresa, as simulações em computador confirmaram a teoria de um voo perpetuo, que indicaram que uma média de 75% de redução na potência é exigida da aeronave de acompanhamento.

 

A ideia do voo em formação com os vórtices foi inspirada no voo migratório dos gansos. O pássaro que lidera a formação gera os vórtices das pontas das asas que são captados pela ave que fecha a formação, posicionada na parte ascendente da turbulência. Como resultado os gansos que voam atrás do líder necessitam de menos energia a seu ritmo cardíaco é reduzido cerca de 25%.

 

A intenção é que quatro aeronaves voem em formação diamante, aproveitando ao máximo do fenômeno. O ponto de fuga do diamante oferece a oportunidade de captação do dobro da energia ao aproveitar os dois vórtices das pontas das asas da aeronave à frente.

 

Para viabilizar o máximo de tempo em voo, as aeronaves utilizaram energia solar, se beneficiando da maior radiação na estratosfera. A Luminati prevê que a aplicação para o voo perpétuo incluirá a transmissão sinais de Internet para regiões remotas e missões de segurança nacional. No futuro, caso o projeto se confirme, a empresa poderá construir aeronaves maiores para o transporte de equipamentos comerciais para comunicações e cargas úteis para missões de inteligência, vigilância e reconhecimento.

 

FONTE: Aeromagazine por Ernesto Klotzel

Uma década pronta para o voo supersônico

Anos 2020 prometem ser marcado pelo surgimento de novas tecnologias e inovações, com destaque para jatos como o Aerion, que poderá voar acima da velocidade do som.

 

Os anos 2020 vão marcar uma revolução no mundo dos transportes aéreos ao revelar uma série de invenções e inovações na moblidade urbana, doméstica e internacioal. Entre elas, e de longe a mais rápida, está o voo supersônico, caracterizado por jatos como o Aerion Supersonic AS2 Jet.

 

O novo avião, com a participação da Lockheed Martin, é uma máquina esbelta de cabine espaçosa, projetada para voar a Mach 1,4 Mach, bem além da velocidade do som, ou seja, 1.075 mph.

 

Não é a primeira vez que os engenheiros experimentam integrar o voo supersônico ao universo do transporte aéreo comercial.

 

Um dos trunfos tecnológicos é que o AS2 não gerará em terra sobrevoada a Mach 0.95 o incômodo estrondo sônico (sonic boom), permitindo mais uma vez que se sonhe com a redução para 4 horas o voo entre San Francisco e Tóquio e para apenas duas horas a ligação entre Nova York e Londres.

 

No máximo, 12 passageiros poderiam usufruir deste novo nível de comodidade e potencial de negócios. A Aerion pretende colocar seu jato em operação a partir de 2025.

 

FONTE: Aeromagazine por Ernesto Klotzel

GAMA: Bizjets Shipments Flat, Turboprops on Upswing

Business jet deliveries were flat through the first half of 2018, while turboprop shipments jumped nearly 10 percent year-over-year, according to delivery statistics released today by the General Aviation Manufacturers Association.

 

Airframers handed over 296 business jets during the first half of the year, the same total as a year ago, led by Textron Aviation, which handed over 84 Cessna Citations. Business turboprop deliveries, meanwhile, rose from 237 in the first half of 2017 to 260 thus far this year. Piston-powered aircraft deliveries increased by 6.4 percent year-over-year, contributing to an overall 5.3 percent bump in airplane deliveries.

 

On the rotorcraft side, total shipments grew by 6.7 percent year over year, with gains in both the turbine segment (2.1 percent) and the piston-powered segment (19.2 percent). Billings in both the airplane and rotorcraft sectors were down from the first half, reflecting a higher percentage of lower cost aircraft deliveries. Aircraft billings fell 5 percent, to $8.58 billion, while those for rotorcraft dipped 11.6 percent, to $1.66 billion.

 

“Though this quarter’s results are mixed, we are glad to see that demands for training aircraft are driving increase in the piston and rotorcraft segments,” said GAMA president and CEO Pete Bunce. “The Boeing 2018 Pilot and Technician Outlook shows the demand for pilots, technicians, and other aviation industry professionals is at an all-time high."

 

FONTE: AINonline by Curt Epstein / Photo: Textron Aviation

Aston Martin Volante Vision Concept flying car

British luxury sports car maker Aston Martin has revealed the Volante Vision Concept, a luxury concept aircraft with vertical take-off and landing (VTOL) capabilities.

 

Produced in partnership with Cranfield University, Cranfield Aerospace Solutions and Rolls-Royce, the concept aircraft aims to bring luxury personal transportation to the sky. The Volante Vision Concept is a demonstration of Aston Martin’s design capability. With room for three adults, the concept is a near future study that previews a flying autonomous hybrid-electric vehicle for urban and inter-city air travel, providing fast, efficient and congestion free luxurious travel.

 

The Volante Vision Concept will take advantage of the latest advances in aerospace, electrification and autonomous technologies, coupled with Aston Martin’s design.

 

Aston Martin president and CEO Dr Andy Palmer said, “With the population in urban areas continuing to grow, congestion in towns and cities will become increasingly demanding.

 

“We need to look at alternative solutions to reduce congestion, cut pollution and improve mobility.  Air travel will be a crucial part in the future of transportation, the Volante Vision Concept is the ultimate luxury mobility solution.

 

“Humans have always spent on average, one hour commuting to and from work. The distance we live from our workplace has been determined by the methods of transportation available.

 

“The Volante Vision Concept will enable us to travel further with our hourly commute, meaning we are able to live further away from where we work.  Cities will grow, and towns that are today too far away from cities to be commutable will become suburban.”

 

Cranfield Aerospace Solutions (CAeS) CEO Paul Hutton said, “The introduction of autonomous and electric propulsion technologies into new aircraft designs is both inevitable and challenging, and as the UK’s leading aircraft design and production SME we are excited to be playing this key role in the Volante Vision Concept and so to be at the vanguard of this revolution in aerospace.”

 

for video click here.

FONTE: European Pilot

Private jet customers getting younger, says Air Partner

Private jet charter customers are getting younger, with many senior executives in their mid-30s increasingly flying in private jets, according to Air Partner, the global aviation specialists.

 

Air Partner says the trend towards younger travellers chartering private jets is part of a larger move by a new generation of IT and high-tech savvy entrepreneurs in emerging markets taking advantage of the time-saving and efficiency benefits provided by private jets.

 

In the last five years there has been a doubling in the number of corporate jet travellers in their 30s flying on Air Partner’s private jets.

 

There has also been a surge in flights to high-tech destinations such as San Jose, Seattle and Austin in the US and Dublin, Stockholm and Munich in Europe, in addition to the traditional business centres of London, Paris, New York and Berlin.

 

The move coincides with companies seeking increasing flexibility from corporate jet travel, with 70 per cent of businesses booking private jet charters less than a week before they are due to fly.

 

The changing demographic follows the release of Air Partner’s recent financial results which showed private jet charter by senior executives across across a number of markets remains a popular choice among businesses and corporations.

 

Julia Timms, Air Partner’s Chief Marketing Officer, said: “We are pleased to report there is continuing high business confidence in corporate private jet travel, with bookings through Air Partner reporting healthy returns this year across a variety of business sectors.

 

“There is also a growing trend towards highly ambitious and creative young entrepreneurs in their 30s, particularly from IT, high-tech and emerging markets, joining established business travellers to appreciate the unbeatable benefits and flexibility offered by private corporate jets.

 

“Our corporate clients are also increasingly booking private corporate jets later, with 70 per cent arranging flights less than a week before they travel. This reflects the high-pressure environments our clients work in, where saving time and obtaining maximum value are crucial.”

 

Demand for private jet corporate travel is strong across a wide-range of markets, with continuing strong interest from the financial, pharmaceutical, cosmetic and entertainment sectors.

 

The most popular business destinations for business flights taking off from within Europe are:

  • London
  • Paris
  • New York

 

The most popular private jet aircraft booked by corporate clients are:

  • Cessna Citation XLS
  • Cessna CitationJet 2
  • Cessna Citation Sovereign
  • Embraer Legacy 600/650

 

The Air Partner JetCard allows clients to choose from a variety of different jet options including very light, light, midsize, super midsize, large and global cabin private jets or even helicopters and turboprops (under separate arrangements).

 

FONTE: European Pilot

1 - ANAC lança novo modelo de requerimento de licenças e habilitações

Antigo modelo será aceito até o dia 31/10.

 

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) informa que o requerimento padrão de licenças e habilitações, destinado a pilotos, comissários, mecânicos de manutenção aeronáutica, despachantes operacionais de voo, mecânicos de voo, escolas de aviação e aeroclubes, mudou, conforme o Apêndice A da Instrução Suplementar (IS) 00-008, vigente desde o dia 6 de julho de 2018.

 

O novo modelo de requerimento está disponível para impressão no Portal da ANAC, no link http://www.anac.gov.br/assuntos/setor-regulado/profissionais-da-aviacao-civil/habilitacao/arquivos/FORMGPEL.pdf. O modelo antigo de requerimento será aceito até o dia 31 de outubro 2018. Após essa data, os processos de licenças e habilitações abertos com o requerimento antigo serão INDEFERIDOS.

 

FONTE: ANAC

2 - Workshop sobre tecnologias para segurança aeroportuária será realizado na ANAC

O evento é parceria entre Brasil e Estados Unidos.

 

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) sediará, nos dias 1 e 2 de agosto, o “Airport Security Technologies Workshop” (Workshop sobre Tecnologias para Segurança Aeroportuária), organizado pela United States Trade and Development Agency (USTDA), pela ANAC e a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SNAC), do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPA), em uma parceria Brasil-Estados Unidos no âmbito da aviação.

 

O objetivo do evento é reunir especialistas dos setores público e privado para discutirem abordagens, tecnologias atuais e expectativas sobre futuros avanços que ajudarão a garantir a segurança dos passageiros e carga contra ameaças. O workshop será realizado das 12h às 19h, no Auditório da sede da ANAC, em Brasília (DF), situado no Setor Comercial Sul (SCS), Quadra 9, Lote C, Edifício Parque Cidade Corporate - Torre A.

 

No workshop serão discutidos os seguintes temas:

  • Segurança aeroportuária no Brasil e nos EUA: agora e no futuro
  • Segurança de perímetro e controle de acesso
  • Rastreio de carga e integração aduaneira
  • Triagem de passageiros
  • Rastreio de bagagem
  • Terminal de segurança e rastreamento de ameaças
  • Integração de sistemas e testes
  • Tecnologias emergentes

 

As vagas são limitadas e os interessados em participar do Workshop sobre Tecnologias para Segurança Aeroportuária deverão efetuar inscrição pelo link Airport-Security-Technologies-Workshop-Registration.

 

WORKSHOP SOBRE TECNOLOGIAS PARA SEGURANÇA AEROPORTUÁRIA

Data: 1 e 2 de agosto de 2018

Horário: das 9h às 18h (1 de agosto)

                das 9h às 16h45 (2 de agosto)

Local: Auditório da ANAC Sede: Setor Comercial Sul (SCS), Quadra 9, Lote C, Edifício Parque Cidade Corporate - Torre A, em Brasília/DF

Inscrição: Airport-Security-Technologies-Workshop-Registration

 

FONTE: ANAC

Demanda por aviões é alta, mas há gargalo na produção

Companhias aéreas de baixo custo em mercados emergentes e aeroportos secundários são o principal fator de expansão das vendas de aviões. Na semana passada, em uma feira do setor na Inglaterra, quase 1,5 mil aeronaves foram encomendadas, em negócios da ordem de US$ 200 bilhões. Foi o melhor resultado em meia década. A questão agora é saber se os fabbricantes conseguirão entregar - há gargalos na cadeia de produção - e se o ritmo de formação de pilotos vai acompanhar a demanda aquecida por mais aviões.

 

Esses contratos superaram os 1.226 aviões negociados na feira de Paris, em 2017. Representou também aumento de quase 100% sobre os 742 aviões vendidos na edição anterior da feira inglesa, em Farnborough, em 2016. Antes, a melhor feira anual do setor havia sido a de Le Bourget de 2013, quando 1.526 aeronaves foram negociadas.

 

"Haverá turbulência em algum momento, mas por enquanto, os céus estão limpos, os avisos do cinto de segurança estão desligados e estamos navegando a uma altitude confortável", escreveu a consultoria britânica Flightglobal, em relatório divulgado nesta semana. "Apesar do aumento dos pedidos em atraso e de uma cadeia de suprimentos sobrecarregada, a demanda por aeronaves segue forte", apontou a firma.

 

"Pela primeira vez em anos, estamos vendo o crescimento de economias em todas as regiões do mundo", disse o vice-presidente de marketing comercial da Boeing, Randy Tinseth. Ele observou que há expansão do tráfego e os aviões mais antigos da frota global estão envelhecendo e precisam ser trocados.

 

O motor da demanda tem sido as companhias aéreas de baixo custo. Elas responderam por mais de 70% das encomendas feitas. "Na América Latina, em particular, tivemos o prazer de chegar a um acordo com a VivaAerobus para o incremento de 25 A321neos e a troca de 16 A320neo por modelos maiores A321neo na frota. Essas aeronaves adicionais oferecerão à VivaAerobus uma proposta de valor ainda mais forte no México", apontou o vice-presidente de vendas da Airbus América Latina e Caribe, Arturo Barreira, citando a aérea de baixo custo mexicana.

 

As fabricantes de aeronaves revisaram para cima as projeções para a demanda potencial. Durante Farnborough, a Boeing estimou que a demanda mundial por novos aviões vai somar US$ 6,3 trilhões ao longo das próximas duas décadas, quando as companhias aéreas e empresas de leasing vão encomendar 42,7 mil aeronaves. Esses números representam aumento de 4,1% ante a projeção anterior da companhia. A frota global deverá dobrar de tamanho, para 48.540 até 2037, diz a Boeing.

 

No segmento de jatos menores, com até 150 assentos - usados em especial pelas companhias regionais e aéreas de desconto -, a demanda mundial vai atingir 10.550 novas unidades nos próximos 20 anos, previu a Embraer. Esses pedidos somariam em negócios da ordem de US$ 600 bilhões. Um ano atrás, a mesma Embraer havia projetado uma demanda menor em 20 anos, para até 6,4 mil jatos.

 

A Embraer saiu da feira de Farnborough com 300 encomendas, entre pedidos firmes, opções e cartas de intenção compra, em negócios da ordem de US$ 15 bilhões a preço de lista, o que pode elevar a carteira de pedidos (backlog) da empresa em quase 85% sobre os atuais US$ 18 bilhões.

 

Mas para cumprir esses cenários, a empresas terão que contornar gargalos nas cadeias da indústria e das transportadoras. As fabricantes de turbinas Rolls-Royce, Pratt & Whitney e General Electric não estão conseguindo acompanhar o ritmo da produção de jatos.

 

A Airbus, por exemplo, tem mais de 100 unidades prontas, aguardando a chegada dos propulsores. No primeiro semestre, a fabricante europeia entregou 303 aviões, sendo que a meta para o ano é de 800 aviões. O CEO Tom Enders, admitiu na Inglaterra que enfrenta uma "corrida infernal" para cumprir a meta neste ano.

 

Mesmo que resolvido o desafio da indústria, a aviação mundial terá que acelerar o ritmo de formação de pilotos e outros profissionais do transporte aéreo. A Boeing estima que a indústria mundial da aviação comercial vai demandar mais 790 mil pilotos nos próximos 20 anos, segundo o estudo Pilot & Technician Outlook, realizado pela empresa e divulgado essa semana. O diretor-geral da Iata, Alexandre de Juniac, alertou durante o último encontro global da entidade, realizado em junho na Austrália, que a falta de piloto já é um problema em algumas partes do mundo. "Todas as companhias aéreas estão conscientes", disse o executivo.

 

FONTE: Valor Econômico por João José Oliveira

Aéreas brasileiras voltam a transportar 100 milhões de passageiros em 12 meses

A consolidação das estatísticas do transporte aéreo comercial até o mês de junho mostra que a aviação nacional retomou um patamar significativo: a somatória dos clientes transportados desde julho do ano passado supera 100 milhões de pessoas. A observação do intervalo de 12 meses é pertinente para avaliar o momento do setor porque inclui as sazonalidades típicas do mercado (alta e baixa temporada) ao longo de um ano tradicional (janeiro a dezembro). Na conta entram os passageiros pagantes que utilizaram os serviços regulares e não regulares das companhias ABEAR para viagens domésticas e internacionais no período.

 

A importância do número fica nítida ao se analisar a trajetória de crescimento do uso do avião no Brasil nas últimas duas décadas. Na virada do século a aviação nacional atendia menos de 33 milhões de passageiros ao ano. A partir da liberalização tarifária (2001) os bilhetes ficaram mais baratos, a oferta foi expandida e a quantidade de clientes avançou consistentemente até chegar aos 100 milhões em meados de 2014. Depois do ápice de quase 104 milhões de passageiros/ano por volta da metade de 2015, o setor passou a refletir a crise da economia brasileira como um todo. A marca de 100 milhões foi perdida no começo de 2016, sendo somente recuperada agora.

 

Dados do mês

Em relação às estatísticas mensais mais recentes, a demanda1 por viagens aéreas domésticas no Brasil em junho, na comparação com o mesmo mês de 2017, teve crescimento de 5,19%. A oferta2, por sua vez, viu ampliação de 8,20% na mesma base de comparação. Também ante o ano anterior, o alargamento da oferta em ritmo maior do que a procura levou a uma baixa de 2,23 pontos percentuais no fator de aproveitamento3 das operações, que foi a 78,01% em junho recente. Por trás da piora do indicador, que pela segunda vez fica abaixo de 80% em um ano, podem estar ainda reflexos dos momentos finais da greve de caminhoneiros e da pane no sistema de radares do controle de tráfego aéreo de SP, o que afetou as companhias e, por consequência, o atendimento aos consumidores.

 

Foram transportados 7,1 milhões de passageiros nos voos domésticos em junho, alta de 3,66%. Os números da ABEAR são a consolidação das estatísticas das empresas AVIANCA, AZUL, GOL e LATAM e contemplam mais de 99% do mercado doméstico.

 

Participação do mercado4 doméstico em junho de 2018:

  • GOL: 35,93%
  • LATAM: 31,42%
  • AZUL: 18,89%
  • AVIANCA: 13,76%

 

Acumulado do ano

A aviação doméstica registra alta de 4,27% na primeira metade de 2018 em relação ao mesmo intervalo de 2017. A oferta tem expansão semelhante, de 4,31%. O fator de aproveitamento resultante mostra estabilidade, recuando 0,03 ponto percentual em um ano, situado em 80,28%. Foram 44,5 milhões de viagens realizadas até aqui, um crescimento de 3,23% sobre o total de 2017 em igual período.

 

Participação do mercado doméstico no acumulado de 2018:

  • GOL: 35,70%
  • LATAM: 31,95%
  • AZUL: 18,49%
  • AVIANCA: 13,86%

 

MERCADO INTERNACIONAL

As estatísticas das associadas ABEAR abrangem atualmente cerca de 30% das operações aéreas internacionais envolvendo o Brasil. A parcela restante é detida por empresas de bandeira estrangeira.

 

A demanda por transporte aéreo entre o Brasil e o exterior nas associadas ABEAR teve crescimento de 16,63% um junho na comparação com igual mês de 2017. Já a oferta apresentou forte ampliação de 23,77%. A diferença do ritmo das estatísticas foi refletida na piora de 4,90 pontos percentuais do fator de aproveitamento, que recuou para 80,01%. Ao todo foram transportados 656 mil passageiros no mês em voos internacionais, volume 9,99% superior ao do ano passado.

 

Participação do mercado internacional em junho de 2018 (entre as empresas brasileiras):

  • LATAM – 69,86%
  • AZUL – 17,26%
  • AVIANCA – 6,75%
  • GOL – 6,12%

 

Acumulado no ano

Em seis meses as aéreas brasileiras veem alta da demanda internacional da ordem de 15,80%, evolução um pouco inferior à expansão da oferta de 19,35%. O fator de aproveitamento de 82,60% de junho fica 2,54 pontos percentuais abaixo do que se registrava há um ano. Somam pouco mais de 4,5 milhões os passageiros internacionais transportados no semestre pelas aéreas ABEAR (alta de 14,32).

 

Participação do mercado internacional no acumulado de 2018:

LATAM – 68,64%

AZUL – 15,20%

GOL – 9,91%

AVIANCA – 6,25%

 

Cargas5

As estatísticas de carga incluem as operações das associadas AVIANCA, AZUL, GOL, LATAM e LATAM CARGO.

 

Tais empresas transportaram 34,4mil toneladas de carga no mercado doméstico em junho (alta de 21,26% em relação ao mesmo mês do ano anterior) e 21,8 mil toneladas no mercado internacional (alta de 16,61%).

 

No acumulado do primeiro semestre são 184,7 mil toneladas de carga transportadas em rotas domésticas (crescimento de 15,18% ante igual período de 2017) e 139,3mil toneladas transportadas nas rotas internacionais (crescimento de 37,01%).

 

Confira as planilhas completas com as estatísticas na área de Dados e Fatos do site da ABEAR, na seção NÚMEROS DAS COMPANHIAS AÉREAS ASSOCIADAS. Confira também o GLOSSÁRIO com os principais termos utilizados.

 

Glossário

1 Demanda: é medida em RPK (Revenue Passenger Kilometers ou Passageiros-quilômetro pagos transportados): é calculada por voo, pela multiplicação do número de passageiros pagantes (ou seja, excluindo tripulantes, cortesias e gratuidades) pela distância percorrida. Para uma companhia ou para a indústria, é calculado a partir do somatório dos RPKs de todos os voos daquela companhia ou de todas as companhias.

 

2 Oferta: é medida em ASK (Available Seat Kilometers ou Assentos-quilômetro oferecidos): é calculada por voo, pela multiplicação do número de assentos disponíveis pela distância percorrida. Para uma companhia ou para a indústria, é calculado a partir do somatório dos ASKs de todos os voos daquela companhia ou de todas as companhias.

 

3 Fator de Aproveitamento ou LF (Load Factor): diz respeito à relação entre oferta e demanda. É calculado por voo, pela divisão do total de assentos comercializados, independentemente do tipo de tarifa, pelo total de assentos oferecidos. Para uma companhia ou para a indústria, é calculado a partir da divisão do total de RPKs pelo total de ASKs daquela companhia ou de todas as companhias.

 

4 Participação de mercado (ou Market Share): refere-se à parcela da oferta, da demanda ou do número total de passageiros ou quilos de carga transportada detida por uma determinada empresa. Nas estatísticas de passageiros acompanhadas pela ABEAR, é observada pelo viés da demanda. É calculada pela divisão do total de RPKs de uma companhia pelo total de RPKs da indústria. Nas estatísticas de carga, é observada pelo peso. É calculada pela divisão do total de carga transportada por uma companhia pelo total de carga da indústria.

 

5 Carga: os números apresentados correspondem ao total de carga paga transportada por cada empresa nas operações regulares e não regulares (voos extra e fretamentos), mistas (cargas e passageiros) ou exclusivamente cargueiras, na medida em quilos, calculado pelas etapas compostas de voo. Não incluem as bagagens despachadas pelos passageiros.

 

FONTE: ABEAR Associação Brasileira das Empresas Aéreas.

Aerion Expects to Fly the First Supersonic Business Jet by 2023 – AINtv

Aerion says that it’s on track to fly the first AS2 by 2023, and it plans to build five flight test vehicles en route to certification in 2025. It’s recently secured an engine partnership with GE Aviation, and an engineering partnership with Lockheed Martin Skunk Works.

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FONTE: AINonline

Showroom em Nova York permitirá escolher detalhes de acabamento em aviões executivos

Bombardier terá novo centro de design em Manhattan.

 

A Bombardier deverá contar com um novo projeto para atender seus potenciais clientes da aviação de negócios. O fabricante vai criar um showroom em Nova York, um dos mais importantes centros financeiros do mundo.

 

A área de 1.400 m² no coração de Manhattan vai apresentar um espaço onde os clientes poderão se reunir com a equipe de designers de interiores da Bombardier para examinar materiais, paletas de cores e outras opções para a customização das aeronaves.

 

Recentemente a empresa canadense lanço u a nova cabine Premier para os modelos de alcance Global 5000 e Global 6000, seguido do assento Nuage, que estará disponível nos novos Global 7500, Global 5500 e Global 6500.

 

FONTE: Aeromagazine por Ernesto Klotzel

NOTÍCIAS MÊS 07/2018

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